DNS é a agenda de endereços da internet
Quando alguém digita um domínio no navegador, como exemplo.com, o computador precisa descobrir para qual servidor deve ir. O DNS faz essa tradução. Ele informa qual IP responde pelo site, quais servidores recebem e-mails e quais serviços estão autorizados a enviar mensagens pelo domínio.
Entender o básico de DNS ajuda a evitar erros comuns: site fora do ar, e-mail parando de receber, certificado com problema, subdomínio quebrado ou propagação confusa. Este tutorial explica os registros mais usados e os cuidados antes de alterar qualquer coisa.
Registro A
O registro A aponta um nome para um endereço IPv4. Por exemplo, o domínio principal pode apontar para o IP do servidor onde o site está hospedado. Se você troca de hospedagem, geralmente precisa alterar o registro A para o novo IP.
Existe também o registro AAAA, usado para IPv6. A lógica é parecida, mas com endereços IPv6. Se você não usa IPv6, cuidado para não deixar um AAAA antigo apontando para lugar errado.
Registro CNAME
CNAME cria um apelido. Em vez de apontar diretamente para um IP, ele aponta para outro nome. É comum usar CNAME para subdomínios como www, blog ou serviços externos. Por exemplo, www pode apontar para o domínio principal ou para um endereço indicado por uma plataforma.
Não use CNAME sem entender o impacto. Em alguns casos, o domínio raiz não deve usar CNAME dependendo do provedor DNS. Siga as instruções do serviço e preserve registros existentes quando necessário.
Registro MX
MX define quais servidores recebem e-mail do domínio. Se você usa Google Workspace, Microsoft 365, hospedagem própria ou outro serviço, o MX precisa apontar corretamente. Alterar MX sem cuidado pode parar o recebimento de e-mails.
Muitas migrações de site dão problema porque alguém altera DNS inteiro e esquece os registros de e-mail. Antes de mudar nameservers ou zona DNS, copie MX, SPF, DKIM, DMARC e outros registros importantes.
Registro TXT
TXT guarda informações em texto. Ele é usado para verificação de domínio, SPF, DKIM, DMARC e outros serviços. SPF informa quais servidores podem enviar e-mail. DKIM publica chaves para assinatura de mensagens. DMARC define política de autenticação e relatórios.
Um erro comum é criar vários registros SPF separados. O ideal é ter um único SPF combinando as autorizações necessárias. TXT também pode ser usado por ferramentas de marketing, validação de domínio e provedores de segurança.
TTL e propagação
TTL é o tempo que a informação DNS pode ficar em cache. Quando você altera um registro, alguns servidores podem continuar usando o valor antigo até o TTL expirar. Isso é chamado de propagação. Na prática, algumas pessoas podem ver o site novo enquanto outras ainda acessam o antigo por um tempo.
Antes de migrações, reduza o TTL com antecedência. Depois que tudo estabilizar, você pode aumentar novamente. Tenha paciência e teste usando ferramentas diferentes. Nem todo problema após mudança é erro; às vezes é cache.
Cuidados antes de alterar DNS
Faça backup da zona DNS antes de mexer. Tire print ou exporte registros. Identifique o que é site, e-mail, verificação, segurança, subdomínios e serviços externos. Se você está migrando hospedagem para Servidor VPS ou Servidor Dedicado, altere apenas o necessário e valide tudo após a troca.
Para conceitos oficiais, consulte materiais da ICANN. Para padrões técnicos, veja o RFC Editor.
Conclusão
DNS parece complicado, mas os registros principais seguem lógica simples. A aponta para IP, CNAME cria apelido, MX cuida do e-mail e TXT valida serviços e autenticação. O segredo é documentar antes de mudar, respeitar TTL e testar depois. Um DNS bem configurado evita muita dor de cabeça.
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